Artigos sobre o que vem antes.
Notas clínicas, recortes do livro Antes e ensaios curtos sobre nefrologia preventiva, longevidade e medicina funcional integrativa. Conteúdo publicado originalmente no blog da Plenya, espelhado aqui na íntegra.

Os quatro assassinos silenciosos que se instalam depois dos 40
O exame 'normal' até o dia em que não é mais — vi essa cena clínica mais vezes do que gostaria. Quatro doenças matam a maioria dos adultos depois dos 40, e nenhuma delas chega de surpresa para quem sabe ler os marcadores certos.

Menopausa precisa de uma equipe — não só de um ginecologista
Vejo recorrentemente mulheres aos 50 sendo administradas em pedaços. A transição menopausal não é só hormonal — é cardiovascular, óssea, metabólica, cognitiva, do sono, do humor, tudo ao mesmo tempo. Tratá-la como problema de um único especialista é a razão pela qual tantas se sentem abandonadas.

Healthspan versus lifespan — por que a meta certa é comprimir a morbidade
Vi gente demais viver muito e mal. A meta clínica honesta não é morrer tarde — é chegar tarde com perna, cabeça, autonomia e prazer. James Fries propôs essa virada em 1980. A medicina ainda não a absorveu por completo.

Quatro profissionais falando a mesma língua
Ter quatro especialistas separados não é o mesmo que ter uma equipe. A diferença é estrutural — e a maioria dos pacientes descobre isso da pior maneira: sentindo que falta alguém juntando tudo.

Método AGIR — uma introdução ao cuidado integrado
O cuidado fragmentado é, hoje, o que mais adoece o paciente longevo. O AGIR foi a forma que encontrei de costurar quatro dimensões da saúde em um único plano contínuo — e nasceu do desconforto de ver o conjunto se perder.

A janela silenciosa entre o normal e o ótimo
Vi paciente demais cair com exame de sangue 'normal' no ano anterior. Existe uma janela de dez a vinte anos em que a doença se monta em silêncio — entre o que o laboratório chama de normal e o que o corpo consegue como ótimo. Foi para essa janela que escrevi este livro.

Medicina 2.0 contra Medicina 3.0 — alarme ou detector
A medicina que tratou meu pai não é a medicina que vai me tratar. Vi essa diferença custar vidas — está em quando ela atua. Alarme de incêndio e detector de fumaça fazem coisas opostas.
Conteúdo publicado originalmente no Blog Plenya. Cada artigo aqui é uma versão fiel do original, com canonical apontando para a fonte.
Este conteúdo tem fim educativo e não constitui prescrição médica. Cada caso é único — para avaliação e conduta personalizadas, consulte um médico.