Artigos sobre o que vem antes.
Notas clínicas, recortes do livro Antes e ensaios curtos sobre nefrologia preventiva, longevidade e medicina funcional integrativa. Conteúdo publicado originalmente no blog da Plenya, espelhado aqui na íntegra.

Treinar para envelhecer bem: a fórmula é Zona 2 e força
A maioria treina invertido: muito esforço médio, pouca base aeróbica, força mal-orientada. A receita que a literatura sustenta é simples: 80% em Zona 2, 20% em alta intensidade, força duas a três vezes por semana. Faz diferença em quem você será aos 75.

Suplementação depois dos 40: o que faz diferença
Atendo recorrentemente paciente que chega com sacola de farmácia e a pergunta certa: gasto fortuna por mês, está fazendo alguma coisa? Quatro substâncias têm evidência robusta depois dos 40, e a indicação de cada uma sai de avaliação clínica, não de moda.

Proteína: a meta que você não está atingindo
Mulher disciplinada, come 'saudável', come 0,8 g/kg de proteína por dia. Isso é RDA de sobrevivência, não meta de saúde — e a literatura mais recente é taxativa nisso. Aos 47, esse déficit já cobra preço em massa magra, força e densidade óssea.

A pirâmide invertida da longevidade — força importa mais que aeróbico depois dos 40
Vi tantos pacientes que correm há décadas, exames bonitos, e caem no chão aos 60 sem conseguir se levantar — perdi a conta. A pirâmide convencional do treino está de cabeça pra baixo. Os dados de mortalidade da última década gritam isso: força e massa magra protegem mais que cardio puro.

Jejum intermitente: quem se beneficia, quem se prejudica
Jejum intermitente não é dieta universal — é ferramenta com indicação clínica precisa. Para o homem de 45 com resistência insulínica, costuma ajudar. Para a mulher na perimenopausa, para o atleta de força, para o idoso sarcopênico, costuma piorar. A diferença está em detalhes que a literatura mostra e poucos olham.

Treinar muito e envelhecer errado
Vi muito atleta amador chegar ao consultório aos 45 inflamado, sem força, com testosterona caindo. O esforço estava ali. O resultado, não. Antes de mudar o treino, é preciso ler o painel que diz que ele está errado.

O fármaco que reduz mortalidade em 80% e ninguém prescreve
Aprendi a respeitar este número examinando paciente: nenhum remédio que prescrevi protege tanto quanto a aptidão cardiorrespiratória. E quase ninguém me ensinou a prescrevê-la na faculdade — fui aprendendo paciente a paciente.
Conteúdo publicado originalmente no Blog Plenya. Cada artigo aqui é uma versão fiel do original, com canonical apontando para a fonte.
Este conteúdo tem fim educativo e não constitui prescrição médica. Cada caso é único — para avaliação e conduta personalizadas, consulte um médico.